14 de agosto de 2012

A vizinhança


Esse texto começa com uma pergunta que o Daniel Martins (@danmartinss) me fez: se a igreja, a qual nos frequentamos, sumisse, a vizinhança sentiria a sua falta? Há algum tempo, tenho pensado se as comunidades sentiriam falta das igrejas instaladas em seu meio. Pelo o que tenho escutado ninguém sentiria a sua falta. Pois, a igreja tem a atrapalhando a vida de muitos moradores.


Em todo canto do nosso Brasil, temos um boteco, agencia da Caixa e uma igreja, ou seja, temos igrejas espalhadas por todos os lados de uma cidade. Em um raio de 2 km da minha casa, se encontra mais de dez igrejas. Sendo assim, existem vários cultos sendo realizados. 

  A maioria das igrejas não tem planejamento de infraestrutura para exercer suas atividades em um bairro. À medida que as igrejas crescem, são agregados novos membros e com eles uma grande quantidade de carros. Já passei em ruas próximas às igrejas em dias de culto, que, mediante a quantidade de carros, torna o trafego de carros quase inviável. Desta maneira, causando o caos para os moradores próximos, os quais nem sempre participam do daquela representação religiosa. 




Outro aspecto a ser levantado é o som da igreja. Quem nunca passou por uma igreja em que o volume do som estava no "talo". Existem leis que determinam volume máximo para o som, porem, muitas instituições não obedecem a essa norma. Algumas dessas normas quando descumpridas, levam a proibição do uso do equipamento para ampliar o som. Existem lideres religiosos que interpretam o descumprimento da lei, como perseguição da igreja. 

Imagine um cidadão chegando cansado do trabalho e encontrar um transito carregado de carros na rua de sua casa. Após passar por um transito caótico nas pequenas ruas de seu bairro, entra em sua casa, senta-se no sofá e quando está pronta para ligar sua televisão, a poesia “... ENTRA NA MINHA CASA, ENTRA NA MINHA VIDA, MEXE COM MINHA ESTRUTURA...” invade a sua sala de estar atrapalhando o seu descanso. 

Temos que ser vigilantes com a nossa postura perante a sociedade não dando margem para maus comentários. Devemos pensar na vizinhança, seja ele participante dos cultos ou não.

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