25 de agosto de 2011

Mas no meu tempo...

via
Com certeza você, independente que qual geração seja, já ouviu alguém mais velho usar todo direito de nostalgia presente na humanidade pra dizer alguma das dezenas de clichês iniciados em "No meu tempo...". É um papo chato, mas pense bem: um dia você vai fazer a mesma coisa. E é estranho que na minha pouca idade eu já falo isso as vezes. Se nunca ouviu algo do tipo, eu não sei em que planeta você está vivendo. Mas antes que eu me perca nessa conversa vamos voltar pro assunto desse post. Uma variação desse clichê é quando essa nostalgia vem acompanhada de algo que a geração anterior sofreu ou lutou mais que a atual jamais vai precisar lutar.

E na igreja esse papo de que a geração atual (no caso a minha) é privilegiada é uma constante, sempre tem um pastor ou líder mais velho lembrando o quanto era tudo mais difícil no tempo deles, lembrando o quanto as guitarras e baterias são uma grande novidade na vida da igreja, de quanto os crentes nas décadas passadas eram perseguidos e motivo de chacota... Enfim, que nós somos uns puta sortudos e recebemos tudo de bandeja.

E engana-se quem acha que vou discordar desses caras. Não quero nem cogitar em trazer a tona o quanto ainda conseguimos ser retrógrados e o quanto muitos cristão precisam abandonar certos pensamentos, até porque não é mais que nossa obrigação lutar por essas coisas. O que quero fazer aqui é uma pequena reflexão sobre o estado em que recebemos a igreja e o que estamos fazendo com ela.

Como minoria que a igreja protestante brasileira sempre foi (antes de virar uma modinha) nossos antepassados na fé tiveram que lutar muito pra ter seus direitos reconhecidos, e junto com isso lutaram também ao lado de outras classes da sociedade que tinham seus direitos negados, não vou entrar em detalhes nisso porque não sou nenhum especialista em história da igreja mas é notório que a igreja teve e tem uma grande participação nas transformações sociais.

Mas e hoje em dia? Com essa estranha tentativa de impor nossos padrões morais aos outros (coisa que lutamos para que ninguém fizesse conosco), como é que estamos lidando com os direitos de outras minorias cujo padrão moral é diferente do nosso?

Será que estamos respeitando o limite entre defender nosso credo e nossa filosofia de via e atacar as filosofias de vida alheia?

Será que estamos realmente demostrando amor ao próximo? Ou estamos fazendo juízos de valor com o comportamento alheio?

Será que estamos tentando mudar a sociedade através do exemplo e do amor? Ou estamos tentando moldar as leis e costumes de acordo com o que achamos certo?

Ficam aí essas questões e o espaço dos comentários para você expor sua opinião.

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