24 de novembro de 2008

O evangelho segundo Aladim


Todos conhecem a estória de Aladim , um rapaz que tem uma lâmpada mágica habitada por um gênio que realiza todos os seus desejos. Basta que ele esfregue a lâmpada para que o gênio saia e o atenda prontamente.

Segundo a estória, bastava que Aladim determinasse sua vontade para que seu gênio de "estimação" cumprisse seu querer.

Atualmente muitos estão vivendo um Evangelho Aladim. Deus foi transformado em um mero empregado, em um gênio da Bíblia. Aquele que outrora era Mestre e Senhor foi empacotado pela Teologia da Prosperidade e é vendido nos templos como se fosse o gênio da estória de Aladim. Vendem um deus que mediante determinações e sacrifícios proféticos dos crentes, realiza todos os seus desejos.

Porém, essa visão triunfalista e ufanista trazida pela confissão positiva é algo que se afasta da verdadeira pregação do Cristianismo. Jesus não se fez homem para nos ensinar a ser ricos, mas para nos trazer a mensagem do amor.

Todos gostam de citar Filipenses 4:13:

“Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.”

Mas é muito confortante escrever esse versículo solto em camisetas e esquecer o que diz o versículo anterior:

“Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.”

Ou seja, Paulo não queria dizer ao povo de Felipo que Cristo os daria tudo o que desejassem, e sim que em Cristo eles poderiam enfrentar qualquer coisa.

Tenho a convicção de que se Jesus quisesse que fossemos exclusivamente ricos, teria ele mesmo dado o exemplo. É por isso que nesse momento, seguindo o bom exemplo da Nani, estou aderindo ao M.C.T.P. (Movimento Cansei da Teologia da Prosperidade.


Na verdade nunca gostei desse mercantilismo eclesiástico. Mas agora quero expressar isso formalmente.

Dica Cabeça de Crente:
Ouça:
Aprendiz de Teólogo - Podcast #5 - Dinheiro, dízimo e prosperidade
Irmaos.com - Podcast #37: O mercado da fé


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10 comentários:

  1. Martins,
    Tenho certeza de que há muita gente cansada da Teologia da Prosperidade e do evangelho segundo Aladim...
    Abraços!

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  2. Com certeza Nani. Mas infelizmente tem também muita gente defendendo essa heresia por aí.
    Abraços.

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  3. Brother,

    Te indiquei para um Meme, passa no Celebrai! e vê.

    Forte abraço!

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  4. é isso ai!!!

    Quem não ouviu os podcasts indicados não sabe o q esta perdendo!!!

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  5. Infelizmente,

    muitos ainda, vão atrás desta vamigerada teologia,
    e suas consequencias são drasticas.
    O mais importante hoje é ter e não ser.

    Abçs
    sandre

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  6. Sandre,
    Vejo que um dos motivos para essa busca desemfreada por essa "teologia" é que a sociedade comtemporânea está mergulhada em uma cultura "fast-food", em que tudo tem que ser rápido e instantêo. Muitos acabam levando essa visão imediatista para dentro da igreja e se esquecem de que o cristianismo verdadeiro é um rompimento com os padrões de vida existentes.

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  7. Bela tirada, esse lance de "evangelho segundo Aladim".
    Infelizmente, muitas igrejas tradicionais tem se rendido a essa teologia que não vêm de Deus.

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  8. Nossa...
    Adorei esta analogia do "Aladin". Há poucos dias vi uma propaganda de uma determinada igreja sobre o "culto da prosperidade", e fiquei admirada com o conceito deles: lanchas impressionantes, viagens pelo mundo, muito luxo e conforto. Fico imaginando como o 'irmão' que não teve a oportunidade de usufruir de tudo isto deve se sentir o mais insignificante de todos os seres humanos.
    Muitos associam as dificuldades financeiras dos cristãos como falta de fé ou falta de sacrifícios (financeiros sempre), e esquecem de analisar a realidade social do país em que o povo evangélico também está inserido.
    Sonho com o dia em que o conceito de felicidade será a entrega verdadeira dos corações a Deus e o retorno da igreja a verdadeira essência do que é adoração como compreendiam os primeiros cristão. Abraços. (fernandasans@hotmail.com)

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  9. É Fernanda,
    Temo que a resposta que esses "menos prósperos" receberão é que lhes falta fé, ou que seu sacrifício foi pequeno... (E eu que sempre pensei que o sacrifício de Jesus era o bastante por ser perfeito... Como sou inocente...)

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  10. Estou cansada também Martins.

    Graça sobre vós!

    Micheline

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