6 de outubro de 2008

Pastores Candidatos – A derrota


Como já expressei antes aqui, sou contra o uso de “títulos igrejeiros” no processo eleitoral.
Pelo menos aqui na cidade onde moro (Betim/MG) o resultado dessas eleições deu a esses candidatos uma perfeita aula de porque não usar a Igreja como como alavanca eleitoral.

Em Betim foram 5 os candidatos que usaram a alcunha pastor para alavancar sua candidatura:



Pastor Marcelo - IURD
Pastor Marroques
Pastor Maurício
Pastor Paulino Lana - IEQ
Pastora Laura

Em breve completo com o nome da igreja que os outros candidatos "representam".

Nenhum deles conseguiu uma cadeira na Câmara. E uma grande curiosidade: o sistema de legenda deixou de fora 2 desses pastores:

Pastor Paulino Lana - 8º candidato mais votado da cidade
Pastor Marcelo - 12º candidato mais votado da cidade

A Câmara Municipal de Betim é composta por 17 vereadores.


Os destacados em azul foram eleitos

Não acompanhei de perto a campanha de todos os candidatos, mas tudo o que vi por parte dos que tive o desprazer de acompanhar foi manipulação de massas, púlpitos de igreja sendo usados como palanque por pastores fazendo as vezes de cabo eleitoral. Cheguei a ouvir o cúmulo de que o candidato era mais que um representante da igreja, que ele era A igreja (ridículo).

Esses não foram os únicos candidatos declaradamente crentes que participaram do processo, inclusive outros pastores foram candidatos. Mas nenhum desses fez do seu próprio nome um complemento para o título pastoral. E todos os que o fizeram, pelo menos aqui, conheceram o merecido e amargo gosto da derrota.

Eu já disse aqui anteriormente e volto a dizer que não sou contra a presença de crentes no processo político, vejo a participação ativa do povo de Deus com bons olhos. Mas, desde que não tentem prender o povo em um curral, e baseiem sua campanha em propostas e não em títulos. Pois como disse ontem um grande amigo meu:

Quem vota nesse tipo de candidato é o gado, e não as ovelhas.

Aos queridos leitores, peço que compartilhem conosco como foi o desempenho os pastores-candidatos em suas cidades.

Feliz com o maravilhoso processo democrático,
Martins
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3 comentários:

  1. Caro amigo.
    Penso que vc desconhece o termo igreja, visto que o mesmo se refere a corpo de cristo e nao um determinado local de reuniao. a igreja primitiva nunca teve pulpito,altar,templo,catedral ou similares. se reuniam em casas, ruas, e em roma até nas catatumbas, visto tamanha a perseguição. Portanto a igreja material ou seja local de reuniao nao sobrepoe o espiritual que o nosso corpo, este sim templo do Espirito Santo de Deus. Se o pastor ou outro candidato nao pode usar o pulpito ou igreja, seria o caso de usar o mesmo local onde se reune pessoas que odeiam a Cristo, nao de palavras mas de atos pecaminosos? vc pode imaginar um pastor pedindo votos em uma passeata g.....? vejo tambem que o mesmo desconhece as leis que ultrajam a palavra de Deus. Poderiamos discutir sobre tudo isto e nao chegar a lugar nenhum, pois Paulo diz que a discussao sobre determinados pontos nao nos edifica e seria mais interessante falarmos sobre coisas celestiais. Respeito sua opinião, mas sinto que existem feridas na sua alma e que só o Rei Jesus pode cura-las, lembrando que Rei é titulo dado a politico, portanto Jesus era um grande politico e nos governará pois seu trono jamais perecerá.
    Deus te abencoe. Voltaremos em 2012. contamos com seu voto. Oliveira

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  2. Parece que o caro amigo não soube interpretar o que eu disse.
    Quando digo igreja (com minúscula), estou sim me referindo ao espaço físico, ao templo construido por mãos humanas.
    Porém, parece que o amigo se esqueceu que, como não há mais perseguição com naqueles tempos, é nessa igreja que a Igreja (com maiúsculas, agora sim me refiro ao corpo de Cristo) se reune. E sinceramente, usar da influência enquanto lider para manipular a Igreja é algo abominável. Se você é ingenuo a ponto de achar que todos os políticos que aparecem na igreja o fazem de boa fé, lamento.
    Mas o q vejo geralmente são espertalhoes que acham que prometer favores aos crentes é o bastante para ser político. Oferecer favores, na minha opnião, é compra de votos. Ter um cargo político é muito mais que defendero o nicho da população ao qual pertence, é a responsabilidade de zelar por toda a sociedade.
    E outra coisa, não sei como uma pessoa anônima que assina simplismente como Oliveira quer contar com meu voto.

    Abraço
    Martins

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  3. Sugiro ao irmão anônimo a leitura do evangelho de João 2:13 e seguintes. Cito essa passagem pq o Senhor se equivocou que na igreja primitiva não existia templo. Sinto informar que tanto é que existia que o próprio Jesus o denominou de "Casa de Oração". Ou seja, o próprio Jesus reconhecia a existencia do templo.
    Em Atos 3, o apóstolo Pedro curou e fez um discurso onde? no templo né. é claro que toda aquela situação de cura e conversão do povo incomodou os comandantes da época o que ocasionou a perseguição, e por isso que no ínicio da igreja os cultos eram feitos de forma domésticas dentre outras ja citada por você mesmo.
    No tocante à situação de fazer propaganda eleitoral em púlpito, eu acho ridículo (desculpe o termo) pois Jesus disse que o templo é uma Casa de Oração e não um mercado.
    Logo esse seu argumento de que o Pastor não pode pregar na passeata gay é fraca. Não posso aceitar o seu argumento porque se eu aceitasse eu estaria dizendo que tudo pode para conseguir votos. E não é essa a prioridade da igreja.
    Não sou contra a participação de pessoas cristãs no processo político e os meus argumentos são os mesmo do blogueiro e por isso não vou repetir.
    Bom irmão anônimo, como vc pode ver tudo que eu falei nesse comentário foi fundamentado na bíblia. Poderia falar mais sobre isso mas acho q se assim fizesse ficaria muito repetitivo e não levaria a nada.
    Jesus te ama e eu tb.
    Fika com Deus

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